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Hiperatividade
 

Redução na habilidade para manter a atenção

 

hiperatividadeSDA (Síndrome de Déficit de Atenção) é o nome que se dá a uma condição em que a pessoa, quando comparada a outra, da mesma idade e sexo, apresenta uma redução de habilidades para: manter a atenção, controlar suas ações, regular as atividades físicas de acordo com a situação, ser motivada a ouvir os outros e compreender e acatar o que lhe foi dito.

 

A SDA é causada por uma pequena disfunção cerebral que torna a pessoa incapaz de pensar claramente, de ter um humor estável, de manter as fantasias e impulsos sob controle, e de regular essa energia na proporção correta, dentro da situação em que se encontra.

 

Se for hiperativa, a pessoa com SDA sofre ainda com o aumento das suas reações emocionais por não reconhecer seus limites, sendo que em ambiente estressante o problema tende a se agravar.

 

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma síndrome caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade causando prejuízos a si mesmo e aos outros em pelo menos dois contextos diferentes (geralmente em casa e na escola/trabalho).

 

Entre 3% e 6% das crianças em fase escolar foram diagnosticadas com este transtorno. Entre 30 a 50% dos casos persistem até a idade adulta.

 

Embora a criança hiperativa tenha muitas vezes uma inteligência normal ou acima da média, o estado é caracterizado por problemas de aprendizado e comportamento. Os professores e pais da criança hiperativa devem saber lidar com a falta de atenção, impulsividade, instabilidade emocional e hiperatividade incontrolável da criança.

 

A criança com Déficit de Atenção muitas vezes se sente isolada e segregada dos colegas, mas não entende por que é tão diferente. Fica perturbada com suas próprias incapacidades. Sem conseguir concluir as tarefas normais de uma criança na escola, no playground ou em casa, a criança hiperativa pode sofrer de estresse, tristeza e baixa auto-estima.

 

O transtorno se caracteriza por freqüente comportamento de desatenção, inquietude e impulsividade.

O Dicionário de Saúde Mental atual (DSM IV) subdivide o TDAH em três tipos:

 

  • • TDAH com predomínio de sintomas de desatenção;
  • • TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade e;
  • • TDAH combinado.

 

 

Critérios para Diagnósticos

hiperatividade

 

Para se diagnosticar um caso de TDAH é necessário que o indivíduo apresente pelo menos seis dos sintomas de desatenção e/ou seis dos sintomas de hiperatividade.
Os sintomas devem manifestar-se em pelo menos dois ambientes diferentes e por um período superior a seis meses.

 

Sintomas com predomínio de desatenção:

 

  • • Freqüentemente deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em atividades escolares, de trabalho ou outras;
  • • Com freqüência tem dificuldades para manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas;
  • • Com freqüência parece não escutar quando lhe dirigem a palavra;
  • • Com freqüência não segue instruções e não termina seus deveres escolares, tarefas domésticas ou deveres profissionais (não devido a comportamento de oposição ou incapacidade de compreender instruções);
  • • Com freqüência tem dificuldade para organizar tarefas e atividades;
  • • Com freqüência evita, antipatiza ou reluta em se envolver em tarefas que exijam esforço mental constante (como tarefas escolares ou deveres de casa);
  • • Com freqüência perde coisas necessárias para tarefas ou atividades (ex: brinquedos, tarefas escolares, lápis, livros ou outros materiais);
  • • É facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa;
  • • Com freqüência apresenta esquecimento em atividades diárias.

 

Sintomas com predomínio de Hiperatividade e Impulsividade:

 

• Hiperatividade

  • • Freqüentemente agita as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira;
  • • Freqüentemente abandona sua cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais se espera que permaneça sentado;
  • • Freqüentemente corre ou escala em demasia, em situações nas quais isto é inapropriado (em adolescentes e adultos, pode estar limitado a sensações subjetivas de inquietação);
  • • Com freqüência tem dificuldade para brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer;
  • • Está freqüentemente "a mil" ou muitas vezes age como se estivesse "a todo vapor";
  • • Freqüentemente fala em demasia.

Impulsividade

  • • Freqüentemente dá respostas precipitadas antes de as perguntas terem sido completadas;
  • • Com freqüência tem dificuldade para aguardar sua vez;
  • • Freqüentemente interrompe ou se mete em assuntos de outros (ex: intromete-se em conversas ou brincadeiras).


Critérios para ambos

Em ambos os casos esses critérios também devem estar presentes:

 

  • • Alguns sintomas de hiperatividade-impulsividade ou desatenção que causaram prejuízo estavam presentes antes dos 7 anos de idade;
  • • Algum prejuízo causado pelos sintomas está presente em dois ou mais contextos (ex: na escola [ou trabalho] e em casa);
  • • Deve haver claras evidências de prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional.

 

Crianças com TDAH não tem problemas para filtrar informações. Elas parecem prestar atenção aos mesmos temas que as crianças que não apresentam o TDAH prestariam.

 

Crianças com TDAH se sentem chateadas ou perdem o interesse por seu trabalho mais rapidamente que as outras, parecem atraídas pelos aspectos mais recompensadores, divertidos e reforçativos em qualquer situação.

 

Na realidade, reduzir a estimulação torna ainda mais difícil para uma criança com TDAH manter a atenção.

 

Os principais fatores identificados como causa são uma suscetibilidade genética em interação direta com fatores ambientais. A herdabilidade estimada é bastante alta, pois 70% dos gêmeos idênticos de TDAH também possuem o mesmo diagnóstico. Quando um dos pais tem TDAH a chance dos filhos terem é o dobro, aumentando para oito vezes quando se trata de ambos pais.

 

Pesquisas também têm apresentado como possíveis causas de TDAH: problemas durante a gravidez ou no parto e exposição a determinadas substâncias, como o chumbo. Dentre as complicações associadas estão: toxemia, eclâmpsia, duração do parto, estresse fetal, baixo peso ao nascer, hemorragia pré-parto, consumo de tabaco e/ou álcool durante a gravidez e má saúde materna. Outros fatores, como danos cerebrais pré-natais no lobo frontal podem afetar processos de atenção, motivação e planejamento, relacionando-se indiretamente com a doença.

 

Problemas familiares propiciam o aparecimento predisposto geneticamente, como uma família com muitos filhos, alto grau de brigas entre os pais, baixa instrução educacional, famílias com baixo nível sócio-econômico, criminalidade dos pais, colocação em lar adotivo ou/e pais com transtornos psiquiátricos. Tais problemas não originam tais distúrbios, mas os amplificam na sua existência.

 


 

 

Fase

 

 

Sintomas comuns

 

Bebê

 

Bebê difícil, insaciável, irritado, de difícil consolo, maior prevalência de cólicas, dificuldade para alimentar e problemas de sono.

 

Pré-escolar

 

Muito inquieto e agitado, dificuldades de ajustamento, desobediente, facilmente irritado e extremamente difícil de satisfazer.

 

Escola

 

Incapacidade de se concentrar, distrações muito freqüentes, muito impulsivo, grandes variações de desempenho na escola, se envolve em brigas, presença ou não de hiperatividade.

 

Adolescência

 

Muito inquieto, desempenho inconsistente, sem conseguir se focar, problemas para memorizar, abuso de substância, acidentes, impulsividade, muita dificuldade de pensar e se planejar a longo prazo.

 

Adulto

 

Muito inquieto, comete muitos erros em atividades que exigem concentração, desorganizado, inconstante, desastrado, impaciente, não cumpre compromissos, perde prazos, se distrai facilmente, não fica parado, toma decisões precipitadas, possui dificuldade para manter relacionamentos e perde o interesse rapidamente. (Para o diagnóstico em adultos, o TDAH deve ter começado na infância e ter causado prejuízos ao longo da vida).

 

 


 

O tratamento baseia-se em medicação e acompanhamento com o psicólogo; e em alguns casos com acompanhamentos especializados, como o fonoaudiológico, o terapeuta ocupacional ou psicopedagógico.

 

É importante que seja avaliada criteriosamente a utilização de medicamentos em função dos efeitos colaterais que os mesmos possuem. Mais de 80% dos portadores de TDAH beneficiam-se com o uso de medicamentos, como o cloridrato de metilfenidato, bupropiona, clonidina e antidepressivos tricíclicos, como a imipramina.


A duração da administração de um medicamento dependerá das respostas ao tratamento e do curso do transtorno, ou seja, depende de cada caso em si. Cerca de 70% dos pacientes respondem adequadamente ao metilfenidato e o toleram bem.

 

Para evitar que a pessoa com TDAH se distraia, é recomendado que ela tenha um ambiente silencioso e sem distrações para estudar/ trabalhar. Na escola ele pode se concentrar melhor na aula sentando na primeira fileira e longe da janela. Aulas de apoio onde ele recebe atenção mais focalizada podem ajudar a melhorar seu desempenho.

É importante que os pais e professores foquem em recompensar onde seu desempenho é bom, valorizando suas qualidades, mais do que punir seus erros. E nunca a punição deve ser violenta, pois isso torna a criança mais agressiva e leva ela a evitar e guardar rancor, medo, raiva da pessoa que a puniu.

 

 

 

 

Psicóloga Clínica Nathalie Beck | CRP: 06/105672

 
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