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Psicologia Analítica
 

O legado de Carl Gustav Jung

 

Carl JungA Psicologia Analítica, também conhecida como Psicologia Junguiana, é uma prática da Psicologia, iniciada por Carl Gustav Jung. É uma obra grande e têm raízes profundas, a qual se distingue da Psicanálise iniciada por Freud, por uma noção mais ampla da libido e pela introdução dos conceitos de inconsciente coletivo, sincronicidade e individuação.


A psicologia analítica foi desenvolvida com base na experiência psiquiátrica de Jung, nos estudos de Freud e no amplo conhecimento que Jung tinha das tradições da alquimia, da mitologia e do estudo da história das religiões. Em seu percurso, Jung buscou lastros para suas idéias nos povos primitivos da Ásia, África e Índios.  Aproximou-se da filosofia e das religiões orientais, conheceu e estudou o I Ching e encontrou ressonância nos simbolismos destas culturas e na compreensão do desenvolvimento humano. Jung foi sujeito de suas próprias experiências no que se refere à investigação do inconsciente. Tudo o que ocorria com ele, incluindo os sonhos, fantasias, intuições, era uma fonte de pesquisa e análise, o que para a maioria das pessoas passaria despercebido.


Homem extremamente intuitivo, sempre se interessou pelos fenômenos psíquicos. 


Introduziu uma nova maneira de praticar a psicologia clínica, uma nova visão de mundo e do homem.  Salientava sempre que tinha oportunidade que o homem deveria ser visto por inteiro, ou seja, como um todo; pertencente a uma comunidade e não poderia ser visto dissociado do seu contexto social, cultural e universal.


Quando Jung conheceu a obra de Freud identificou-se com grande parte de suas idéias e logo quis conhecê-lo. Ao se conhecerem, a admiração foi mútua, pois Freud rapidamente recebeu o jovem como seu colaborador e um dos defensores de suas idéias. Devemos lembrar que Freud enfrentava grande resistência do mundo científico às suas idéias. A parceria durou pouco, pois Jung mostrava-se insatisfeito com algumas posições de Freud, especialmente a teoria da libido e sua relação com os traumas. Não aceitava que as causas dos conflitos psíquicos envolveriam algum trauma sempre de natureza sexual.  Freud, por outro lado, não admitia o interesse de Jung pelos fenômenos espirituais como fontes válidas de estudo em si.


O rompimento de Jung com Freud, entretanto, acaba por trazer ao mundo um grande benefício, a Psicologia Analítica.  Jung teve que alçar vôo sozinho em busca de respostas para si mesmo e, de certa forma, para provar que suas idéias eram válidas; mergulhou no mais profundo de sua alma, conectou-se com seu inconsciente e buscou lá inspiração e coragem parar mudar a face da psicologia. Uma das maiores preocupações de Jung era a de sempre manter um “pé” na ciência, buscava sempre comprovar suas idéias, pois tinha que se confrontar com a existente e crescente racionalidade da época.


Jung usa o conceito de persona com seus pacientes.  A persona é a máscara aparente do indivíduo, usada para facilitar a comunicação com o seu mundo externo, com a sociedade onde vive e de acordo com os papéis dela exigidos. O objetivo principal é o de ser aceito pelos grupos sociais a que pertence.
Jung muitas vezes observou, nos sonhos e fantasias dos pacientes e nas suas próprias fantasias, que os temas eram recorrentes, cujas diferenças ficavam a cargo das experiências individuais de cada um. 
A motivação para a individuação é inata, porém, o processo se dá no confronto do consciente com o inconsciente, o que resulta em um amadurecimento dos componentes da personalidade e na união destes numa síntese como também na realização de um indivíduo único e inteiro.


O processo de individuação é o eixo da psicologia Junguiana.  É através dele que a pessoa vai se conhecendo, retirando suas máscaras, retirando as projeções lançadas no mundo externo e integrando-as a si mesmo.


Para Jung os complexos são os caminhos que nos permitem chegar ao inconsciente.  "A via regia que nos leva ao inconsciente, são os complexos, responsáveis pelos sonhos e sintomas".


Os complexos não são em si negativos, seus efeitos, no entanto, poderão ser. Podemos superar um complexo vivendo-o intensamente e compreendendo o papel que exercem nos padrões de comportamento e nas reações emocionais.  No seu sentido positivo, os complexos poderão ser uma fonte de inspiração para futuras realizações.


 A teoria Junguiana da personalidade humana é muito mais ampla do que foi exposto aqui e vale a pena ser estudada mais profundamente.

 

Sonhos

 

 

Psicóloga Clínica Nathalie Beck | CRP: 06/105672

 
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