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Transtorno Stress Pós-Traumático
 

Quando a tragédia persiste na mente


Transtorno Stress Pos-TraumáticoO transtorno de estresse pós-traumático pode ser entendido como a perturbação psíquica decorrente e relacionada a um evento fortemente ameaçador ao individuo, ou sendo este apenas testemunha da situação vivenciada, da tragédia.

 

O transtorno consiste num tipo de recordação que é melhor definido como revivescência, pois é muito mais forte que uma simples recordação.

 

Na revivescência além de recordar as imagens o paciente sente como se estivesse vivendo novamente a tragédia com todo o sofrimento que ela causou originalmente.

 

O transtorno então é a recorrência do sofrimento original de um trauma que além do próprio sofrimento é desencadeante também de alterações neurofisiológicas e mentais.


 

Diagnóstico
O primeiro aspecto a ser definido é a existência de um evento traumatizante. Aquele suficientemente marcante, não há dúvidas quanto a ser ameaçador à vida ou à integridade individual, como os seqüestros, assaltos violentos, estupros. Há, contudo certos eventos que podem não ser considerados graves como um acidente de carro sem vítimas. Mesmo assim caso uma pessoa venha a apresentar o quadro de estresse pós-traumático perante uma situação que poderia não ser considerada forte o suficiente para causar danos à maioria das pessoas, pode causar danos para outras. Com certeza, um evento marcante, fora da rotina, que de alguma forma represente uma ameaça, tem que ter acontecido. Sem isso não será possível fazer o diagnóstico, pois a definição dele envolve o evento externo.

 

Os sintomas têm que estar diretamente relacionados ao evento estressante, as imagens, as recordações e as revivescências têm que ser a respeito do ocorrido e não sobre outros fatos quaisquer ainda que ameaçadores.

O evento traumatizante quando ocorre é necessário também que a pessoa tenha apresentado uma resposta marcante de medo, desesperança ou horror imediatamente após o evento traumático. Depois disso o indivíduo deve passar a ter recordações vivas, intrusivas (involuntárias e abruptas) do evento, incluindo a recordação do que pensou, sentiu ou percebeu enquanto vivia o evento traumático. Podem ocorrer pesadelos baseados no tema. Sentir como se o evento fosse acontecer de novo, chegando a comportar-se como se estivesse de fato vivendo de novo o evento traumático.


As situações que lembram o evento causam intenso sofrimento e são evitadas. Ter de expor-se novamente ao local pode ser insuportável para o paciente. Por isso o paciente passa a evitar os assuntos que lembrem o evento, como também as conversas, pessoas, objetos e sensações, tudo que se relacione ao trauma. A recordação dos aspectos essenciais do trauma pode também ser apagada da memória. A pessoa pode afastar-se do convívio social e outras atividades mesmo que não relacionadas ao evento. Pode passar a sentir-se diferente das outras pessoas. Pode passar a ter dificuldade de sentir determinadas emoções, como se houvesse um embotamento geral dos afetos. Outros sintomas podem ser também insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração, respostas exageradas a estímulos normais ou banais.

Para se fazer o diagnóstico é preciso que esses sintomas estejam presentes por no mínimo um mês. Caso o tempo seja inferior a isso não significa que a pessoa não teve nada, só não se pode dar esse diagnóstico.
Certos sintomas não compõem o diagnóstico, mas podem ser encontrados nos paciente com estresse pós-traumático como dor de cabeça, problemas gastrintestinais, problemas imunológicos, tonteiras, dores no peito, desconfortos.

 


 

Tratamento
Cada pessoa em situação de Estresse Pós-Traumático necessita de uma atenção cuidadosa, pois suas reações têm relação com a sua história de vida, sua capacidade de lidar com sentimentos e emoções, o impacto que a experiência teve em sua vida e a qualidade de suas experiências de vida dali para frente.


A pessoa deve procurar um psiquiatra que receitará a medicação adequada, a mais indicada é a Sertralina. Uma medicação promissora talvez mais eficaz que a Sertralina é o Topiramato. As primeiras investigações com ele mostraram uma resposta altamente satisfatória. Quem não obteve resultados com o tratamento convencional pode experimentar esse novo medicamento estabilizador do humor; e um psicólogo que irá abordar o evento com técnicas de apoio e encorajamento em um trabalho de psicoterapia. Um apoio para a família do paciente geralmente é indicado.


A intervenção psicoterapêutica é um recurso necessário para que a pessoa possa reorganizar seu padrão de funcionamento e continuar seu processo de vida de modo mais saudável. O profissional pode identificar o estado subjetivo interno que esta pessoa pode estar vivendo.


A terapia permite restaurar a capacidade de lidar com fortes emoções internas, o que pode ter ficado comprometido desde a primeira infância. Este processo precisa ocorrer num contexto vincular de cuidado e confiança.
Através deste caminho a pessoa pode voltar a viver o seu presente, e não mais ficar paralisada por uma situação que já poderia ser passado.

 

 

 

Psicóloga Clínica Nathalie Beck | CRP: 06/105672

 
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